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Classificação de Risco de Crédito [Dica de Adicional]

Mesmo tomando todas as precauções, vender a prazo e conceder crédito a um cliente é sempre uma ação que envolve riscos para qualquer empresa. Afinal, nunca há 100% de garantia do recebimento de todo o valor concedido, devido a vários fatores que podem incidir sobre esse momento e levar o cliente ao não pagamento no prazo estipulado.

A inadimplência, por exemplo, nem sempre segue um padrão e, vez ou outra, acaba por surpreender o empresário.

Por esses e outros motivos, a gestão de risco de crédito é um fator de grande importância com o qual as empresas precisam lidar. Se o risco de crédito de uma empresa é gerenciado corretamente, por meio de modelos de gestão apropriados, ela é capaz de cumprir com os requisitos regulamentares de crédito e aumentar a segurança dos seus negócios.

No post de hoje, falaremos um pouco mais sobre gestão de risco de crédito e uma das ferramentas essenciais neste processo: a Classificação de Risco de Crédito, conceituando-a e mostrando porque ela é tão importante para a sua empresa. Acompanhe:

Classificação de Risco de Crédito

A utilização de softwares aperfeiçoa a gestão de risco de crédito aprofundando os processos de análise de dados e informações, permitindo as empresas lidar com diferentes fontes de análise, como histórico de transações financeiras, bancos de dados públicos e privados, entre outras medidas que não seriam possíveis sem a tecnologia. Hoje, queremos falar de uma dessas ferramentas, chamada Classificação de Risco.

O serviço Classificação de Risco de Crédito foi desenvolvido com o objetivo de ser mais uma ferramenta para auxiliar os clientes da Serasa Experian no processo de concessão de crédito. Além disso, o serviço cumpre um papel importante na proteção do consumidor e de sua família contra o superendividamento, estimula a sustentabilidade do mercado de crédito e colabora com o fluxo das relações econômicas do País. 

Ele analisa também informações existentes nos bancos de dados da Serasa Experian, as quais são obtidas de maneira lícita e é hoje o maior banco de dados da América Latina.
O cálculo leva em conta dados individuais e coletivos, como anotações de inadimplência (tais como: Pefin, Refin, Protestos e Cheques sem Fundo), dados cadastrais, etc. 

A classificação pode mudar conforme esses dados se alteram. É importante destacar que a classificação de risco de crédito é elaborada a partir de dados estatísticos que permitem estimar, por probabilidade, o comportamento de pessoas com o mesmo perfil do consumidor consultado, considerando-se o grupo de pessoas no qual ele está inserido.

Como é dividida a classificação de risco

Na classificação de risco de pessoas físicas, temos as classificações que são divididas em:

Classificação AAA: que indica pessoas de alto poder aquisitivo, de atividade rentável e lucrativa; empregado ou empresário com renda superior a vinte salários mínimos; com estabilidade no emprego ou atividade, de no mínimo três anos; profissão regulamentada; estabilidade familiar; patrimônio pessoal livre de endividamentos.

Classificação AA: indica pessoa estável no emprego ou atividade, porém com baixo nível de endividamento; empregado ou empresário com renda entre dez e vinte salários mínimos; estabilidade de até três anos no emprego ou atividade; profissão regulamentada; estabilidade familiar; patrimônio pessoal comprometido com poucas dívidas e não representando perigo.

Classificação A: equivale a pessoas bem empregadas ou com atividade lucrativa, mas sem patrimônio, iniciando carreira; empregado ou empresário com renda de até dez salários mínimos; tem estabilidade no emprego ou atividade, inferior a três anos; estabilidade familiar; possuem profissão regulamentada e sem patrimônio, com pequeno endividamento.

Classificação B: coincide a pessoa iniciante em atividade ou carreira, sem patrimônio; empregado ou empresário com renda inferior a dez salários mínimos; empregado ou ligado a empreendimento há menos de um ano; endividado; profissão regulamentada e estabilidade familiar.

Classificação C: clientes com perfil problemático, não possuem emprego ou atividade definida; está endividado; não possui patrimônio; apresenta restrições comerciais em seu nome; e está com contratos em execução judicial.

Já a Classificação dos riscos de crédito de Pessoa Jurídica trata-se da classificação das empresas proponentes de crédito. Veremos abaixo o modelo genérico de classificação, que pode variar de acordo com os critérios adotados pelo empresta. São elas:

Classificação AAA: são empresas que não apresentam riscos. O líder está no mercado de atuação; possuem altas taxas de retorno sobre o capital próprio; protege os ativos e procura cobrir as dívidas; possuem bom fluxo de caixa (mais entradas do que saídas, significa boa capacidade de pagamento) e possui acesso ao crédito no mercado.

Classificação AA: são as empresas com baixo nível de risco, boa situação financeira, bom desempenho nas vendas e boa margem de lucro; possuem boa geração de lucros; baixo nível de endividamento; fluxo de caixa estável, capaz de solver os débitos em aberto e sua capacidade de pagamento está sujeita às alterações caso o cenário econômico apresente mudanças.

Classificação A: é representada por empresas com riscos moderados exigem análise criteriosa, podem sofrer impactos diretamente relacionados com a taxa de câmbio e suas variações; possuem condições econômicas desfavoráveis em relação ao setor de atuação, poucos clientes e fornecedores; fluxo de caixa instável, porém débitos em dia; tem tendência futura decrescente quanto à geração de lucros; possuem estoques elevados e a capacidade de pagamento mediana.

Classificação B: equivale alto grau de riscos, possui suas finanças debilitadas, queda progressiva nas vendas e lucros; a empresa é recente no mercado (menos de três anos de idade); possuem constantes mudanças no setor administrativo, alta rotatividade dos sócios, muitas entradas e saídas e histórico de atrasos e/ ou não cumprimento de obrigações financeiras.

Classificação C: engloba as empresas problemáticas, que possuem um patrimônio líquido negativo, dívidas renegociadas e não pagas, pouco capital de giro, possuem restrições comerciais, apontamentos de protestos, o perfil dos sócios é insatisfatório (possuem restrições comerciais como pessoas físicas, idoneidade duvidosa); queda progressiva no faturamento, situação gravíssima e se realizada alguma concessão de crédito é provável a inadimplência.

Conclusão

É importante esclarecer que a aprovação ou não de crédito depende exclusivamente das regras internas dos clientes da Serasa Experian, ou seja, a classificação de risco de crédito é só uma das diversas ferramentas que podem auxiliar os concedentes de crédito a decidirem sobre a concessão. A Serasa não interfere, e nem poderia, nessa decisão, já que não concede crédito.

O que achou do nosso conteúdo? Quer mais dicas para aperfeiçoar sua análise de crédito ou ainda tem dúvidas? Deixe-nos um comentário. Será um prazer te responder!

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2 respostas para “Classificação de Risco de Crédito [Dica de Adicional]”

  1. Diogo santos da Silva disse:

    Como eu aumento minha classificação do risco de crédito

    • Redação disse:

      Olá Diogo. Agora a classificação de risco mudou o nome para Serasa Score Empresas. Portanto, as práticas de melhoria da pontuação seguem, de forma geral, as mesmas regras do score de pessoa física.

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